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Entrevista com a personal organizer: Carolina Lopes

12 de Setembro de 2016 Kalinka Carvalho

Hoje recebo com muito prazer Carolina Lopes além de uma excelente profissional de organizaçāo é uma amiga, incrível como a internet pode aproximar pessoas de cantos diferentes do Brasil de maneira tāo intensa. Ela é carioca, mas hoje vive e trabalha em Natal e atende outras cidades do Nordeste. Hoje além da sua empresa Carol Organizer, ela é sócia da TOP 3 Organizaçāo, empresa que visa capacitar outros profissionais. Vamos conhecer um pouco mais sobre ela?

 

 

Carol Lopes é consultora e especialista em organização residencial e de escritórios desde 2013, atuando em Natal e em várias cidades do Nordeste. Pós-graduada em Administração com foco em gestão de projetos, ampliou seus conhecimentos e técnicas com cursos de comunicação, decoração, teoria e metodologia organizacional. Formada e certificada pela AF Duo, empresa que busca excelência na prática da organização e também pela OZ! Organize a sua Vida, referencial nacional neste ramo. Também é membro da ANPOP - Associação Nacional dos Profissionais de Organização e Produtividade. Hoje faz parte da TOP3 Organização em parceria com outras duas grandes profissionais: Fábia Vieira e Cristiane Rocha, levando informação e formação em organização para o nordeste.

 

 

 

1) Kalinka: O que é um Personal Organizer?

Carol: A principal função de um personal organizer é ajudar as pessoas a diminuir os problemas causados pela falta de tempo e espaço na organização dos ambientes de trabalho ou doméstico.

 

 

2) Kalinka: Como funciona o trabalho de um personal organizer?

Carol: O trabalho começa com uma visita ao local a ser organizado ou conversa sobre que tipo de orientação a pessoa precisa. A partir daí fazemos um planejamento de ação, ofertamos uma proposta de trabalho ao cliente e se tudo estiver ok, colocamos em ação.

 

 

3) Kalinka: Quem são as pessoas que precisam de um personal organizer?

Carol: Podem ser pessoas de todo tipo, mas principalmente são pessoas que dizem ter pouco tempo disponível ou aquelas que de fato dispõem de pouco tempo (as estressadas) – por mais organizadas que sejam pessoalmente. Pode ser pessoas com problemas com desorganização crônica ou aqueles que só se acham desorganizados. Ainda podemos incluir na lista: pessoas que buscam a organização para sua vida e precisam de uma mãozinha, aquelas que tem problemas com desapego ou ainda que tem poucas habilidades domésticas. E vejam, que isso não se restringe somente à mulheres ou aos casados.

 

 

4) Kalinka: A quanto tempo você trabalha como personal organizer? Porque resolveu ser personal organizer? O que mais gosta de organizar?

Carol: Atualmente moro em Natal e mesmo sendo carioca de nascimento e tendo morado em várias cidades e países diferentes me sinto nordestina e potiguar de coração. Meus amigos, minha história, minha formação, minha base está aqui e é onde atuo como profissional de organização. Sou graduada em jornalismo e pós-graduada em gerenciamento de projetos e eventos, área em que atuei por oitos anos antes de ingressar no universo da organização. Falando nisso, esse universo ronda a minha vida desde pequena, com várias mudanças de cidade que já fiz na vida acompanhando meus pais e depois sozinha ou com meu marido por causa de trabalhos. E também posso dizer que sempre fui uma pessoa extremamente organizada, o que se refletia nos eventos que ajudava a coordenar e na condução do planejamento, execução e controle das equipes nos projetos em que trabalhei. Em 2012 fiz vários cursos enquanto morava em Santos/SP e mais uma mudança de volta para cá quando fiz muitos testes em casas de amigos, pesquisei a procura de parceiros, possíveis fornecedores e mais cursos. De lá para cá são 3 anos de muito trabalho :)

Foto: arquivo pessoal Carol Lopes

 

 

5) Kalinka: O que é necessário para se tornar um personal organizer?

Carol: Foco! Gostar de organização, do contato com as pessoas, de colocar a mão na massa. Além disso, de buscar formação, informações, participar de cursos, encontros, palestras, fazer testes e laboratórios na casa ou empresas da familiares e amigos, visitar lojas e possíveis fornecedores, conhecer produtos, estar atualizada quanto as novidades relativas à organização. Buscar complementar sua atuação com temas correlatos como decoração, design de interiores, organização de documentos e arquivos entre outros.

 

 

6) Kalinka: Onde atua o PO? Há mercado para a profissão? Como é cobrado o valor?

Carol: Sempre digo que fanáticas que somos, podemos organizar tudo e todos! Mas no geral são as coisas que vem em primeiro lugar: casas de praia, apoio a idosos, organização digital, apoio na chegada do bebê, recém casados ou separados, enlutados, cômodos da casa, espaços fora da casa (como depósito, garagem, oficina, jardim), espaços de home office ou escritório, arquivos, coleções. Acredito que a atividade de organização esteja em franca expansão quer seja pela busca das pessoas por mais qualidade de vida, otimização dos espaços ou pela praticidade que podemos oferecer às pessoas. O mercado aqui no Nordeste ainda engatinha em comparação aos demais, seja no quesito materiais de organização ou apoio, quer seja no número de profissionais qualificados ou ainda pela pouca ou fragmentada divulgação da nossa atividade. Atuo hoje em dois segmentos muito fortes o de residências e o de arquivos (pessoais e corporativos). E tenho procurado me capacitar e atuar também em treinamentos, mais recentemente. Um campo de trabalho que também está crescendo, inclusive aqui na região. Baseamos o calculo do valor a ser cobrado na hora de trabalho. Daí se formula o valor da diária (ou na quantidade de horas em que iremos trabalhar naquele projeto, naquele dia) e então formulamos um projeto que é como apresentamos ao cliente. Eu trabalho de forma a executar a organização ou orientar ao cliente o como fazer.

 

 

7) Kalinka: Cite três coisas boas e três ruins de seu um PO:

Carol: Amo o que faço!! Digo que me encontrei na organização :) Adoro o contato com as pessoas e a possibilidade de trazer bem-estar para a vida delas. Poder, de certa forma, fazer meu próprio horário de trabalho. Não diria coisas ruins em ser uma personal organizer, mas sim coisas que me incomodam: a) o fato das pessoas não entenderem ou desdenharem da nossa atividade; b) ser um trabalho cansativo e que consome também nossa energia interna, já que estamos lidando com as coisas (e muitas vezes são váaarias coisas) das outras pessoas e c) ser empreendedora é um desafio pois além de termos que nos atualizar na área da organização temos que atuar em outras áreas como a administrativa, a de marketing, a de vendas, saber organizar bem o tempo e separar as despesas da vida pessoal e da profissional (principalmente para nós que fazemos home office).

 

 

8) Kalinka: Dê alguma dica de organização ou conselho para os leitores

Carol: A dica que sempre dou é baseada no tripé: desapego – classificação – prioridade. Temos que simplificar a vida e ter conosco somente aquilo que nos é útil, querido ou necessário. Neste caso, o menos é sempre mais: menos coisas, significa gastar menos tempo para limpar ou lavar, por exemplo. A classificação ajuda a setorizar as coisas, definindo um lugar para cada coisa, o que nos ajuda na praticidade de saber onde cada coisa está e no controle destes itens. A prioridade é importante para mantermos o foco no que é importante, principalmente quando nos referimos aos compromissos e ao uso que fazemos do nosso tempo. Vamos desapegar, classificar e priorizar?

 

 

9) Kalinka: Indique algum produto de organização que acha essencial ter:

Carol: Gosto muito de caixas: pequenas para colocar em gavetas ou grandes para acomodar peças ou objetos e poder mante--los mais limpos, ordenados e setorizados em prateleiras ou nichos. Quando era pequena costumava reciclar as caixas de sapato usando-as para separar os itens da casa da Barbie. Simples assim!

Fotos: Arquivo Pessoal Carol Lopes

 

Acompanhe o trabalho da Carol, segue os contatos dela: 

Email: carolorganizer@gmail.com 

Tel: (84) 99682-8710

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